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Prédio do Moinho
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Anexos
Metadados
Miniatura
Número tombo
FO054
Título
Prédio do Moinho
Tipologia
Descrição
Fotografia de prédio de alvenaria com três andares, dez janelas e duas portas. Em volta, vegetação, algumas moradias de alvenaria aparecem ao fundo e, na parte inferior da imagem, se vê uma rua de paralelepípedos. Em frente ao prédio, duas pessoas em pé.
Produtor
Luciane Laste
Data do objeto
2000
Informações de origem e procedência
No início da década de 1950, um grupo de agricultores e comerciantes de Coronel Pilar reuniu-se com a finalidade de construir um moinho para obter farinha de trigo, milho, quirela e descascador de arroz. O entusiasmo fez surgir uma sociedade. A primeira resolução era de adquirir um terreno e neste edificar o tão sonhado Moinho. Obtiveram o terreno de Narciso Mattuella, tendo como ajudante Guilherme Galvagni.
O restante dos sócios se distribuiu em mutirão para baratear as despesas de mão de obra e material de construção e, assim, a obra ficou pronta, entretanto, necessitavam complementar a instalação de máquinas e equipamentos. A grande dificuldade era descobrir quem movimentaria e coordenaria esse serviço. A saída encontrada foi vender o prédio e o material adquirido. Alguns sócios como Honório Bortolini e sua esposa Jandira Cenatti, seu irmão, Rizzieri Bortollini e a esposa Fredezinda Barbieri compraram e instalaram o moinho, equipando-o. Produziram farinha de trigo e milho.
No entanto, o resultado não foi satisfatório por duas razões: o moinho era movido por gasogênio a carvão, pois não havia energia elétrica; para progredir deveriam aumentar o volume de fabricação de farinha, mas a população local era pouca e as estradas eram ruins para o transporte para outras localidades. Havia concorrência nos mercados. Assim, Honório, Rizieri e as respectivas esposas transferiram o equipamento do moinho para a cidade de Lajeado, onde hoje é a empresa IMEC. Porém, deixaram no prédio o descascador de arroz e a pedra de produzir quirela a Olivo Lorenzini (25/10/1930 - 28/08/2013) e a esposa Cecília Barbieri (27/03/1933), vizinhos próximos do moinho. O casal conservou o negócio em funcionamento, atendendo alguns clientes que transportavam milho, trigo e outras mercadorias até o moinho com mulas, cavalos e carroças para transformar em farelo. O prédio, enquanto funcionava como moinho, foi de muita utilidade para o município, que tem sua base econômica na agricultura.
A Prefeitura Municipal adquiriu o prédio que passou pelo processo de revitalização e hoje no prédio acolhe a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Biblioteca Pública Municipal, Câmara de Vereadores e o Museu Histórico Municipal de Coronel Pilar.
As pessoas na fotografia são os últimos donos, o Sr. Olivo e a esposa Cecília.
Data de aquisição
Agosto de 2019
Forma de aquisição
Doação
Dimensões
Altura da Fotografia: 13cm Largura da Fotografia: 18cm
Localização
Arquivo do museu
Estado de conservação
Bom

