-
Moinho
- Voltar
Anexos
-
FO219
Metadados
Miniatura
Número tombo
FO219
Título
Moinho
Tipologia
Descrição
Fotografia de prédio de alvenaria com duas portas e dez janelas dispostos em três andares, apresentando danos causados pelo tempo. Ao fundo, céu com nuvens e vegetação.
Histórico
Fonte das imagens: Studio Alexandra Nicolini, arquiteta responsável pelo projeto da revitalização do prédio do moinho.
Produtor
Studio Alexandra Nicolini
Data do objeto
2006
Informações de origem e procedência
No início da década de 1950, um grupo de agricultores e comerciantes de Coronel Pilar reuniu-se com a finalidade de construir um moinho para obter farinha de trigo, milho, quirela e descascador de arroz. O entusiasmo fez surgir uma sociedade. A primeira resolução era de adquirir um terreno e neste edificar o tão sonhado Moinho. Obtiveram o terreno de Narciso Mattuella, tendo como ajudante Guilherme Galvagni.
O restante dos sócios se distribuiu em mutirão para baratear as despesas de mão de obra e material de construção e, assim, a obra ficou pronta, entretanto, necessitavam complementar a instalação de máquinas e equipamentos. A grande dificuldade era descobrir quem movimentaria e coordenaria esse serviço. A saída encontrada foi vender o prédio e o material adquirido. Alguns sócios como Honório Bortolini e sua esposa Jandira Cenatti, seu irmão, Rizzieri Bortollini e a esposa Fredezinda Barbieri compraram e instalaram o moinho, equipando-o. Produziram farinha de trigo e milho.
No entanto, o resultado não foi satisfatório por duas razões: o moinho era movido por gasogênio a carvão, pois não havia energia elétrica; para progredir deveriam aumentar o volume de fabricação de farinha, mas a população local era pouca e as estradas eram ruins para o transporte para outras localidades. Havia concorrência nos mercados. Assim, Honório, Rizieri e as respectivas esposas transferiram o equipamento do moinho para a cidade de Lajeado, onde hoje é a empresa IMEC. Porém, deixaram no prédio o descascador de arroz e a pedra de produzir quirela a Olivo Lorenzini (25/10/1930 - 28/08/2013) e a esposa Cecília Barbieri (27/03/1933), vizinhos próximos do moinho. O casal conservou o negócio em funcionamento, atendendo alguns clientes que transportavam milho, trigo e outras mercadorias até o moinho com mulas, cavalos e carroças para transformar em farelo. O prédio, enquanto funcionava como moinho, foi de muita utilidade para o município, que tem sua base econômica na agricultura.
A Prefeitura Municipal adquiriu o prédio que passou pelo processo de revitalização e hoje no prédio acolhe a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Biblioteca Pública Municipal, Câmara de Vereadores e o Museu Histórico Municipal de Coronel Pilar.
Data de aquisição
Agosto de 2019
Forma de aquisição
Doação
Dimensões
Altura da Fotografia: 13cm Largura da Fotografia: 18cm
Localização
Arquivo do museu
Estado de conservação
Bom

